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MANGUALDE "recordar"

Mangualde, no distrito de Viseu, Beira alta, Portugal, cujo foral foi concedido em 1102 pelo Conde D. Henrique. ( todo o conteúdo do blogue é divulgação de pesquisa e não autoria de "MANGUALDE"recordar" )

MANGUALDE "recordar"

Mangualde, no distrito de Viseu, Beira alta, Portugal, cujo foral foi concedido em 1102 pelo Conde D. Henrique. ( todo o conteúdo do blogue é divulgação de pesquisa e não autoria de "MANGUALDE"recordar" )

Palácio da Condessa de Mangualde

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 Palácio da Condessa de Mangualde, actual Estalagem Casa da Azurara, Mangualde.

 

Mandado construir pelos Condes de Mangualde no início do século XIX, este palácio desenvolve-se em planta rectangular de implantação longitudinal, com o ritmo da fachada marcado pela disposição regular de janelas nos dois pisos. O espaço integra um jardim, na zona posterior da casa, e do conjunto faria também parte uma capela privada, que entretanto foi demolida para facilitar a construção de elevadores na casa. O interior foi remodelado na década de 90 do século XX, para que se adaptasse às actuais funções hoteleiras.

Bilhete Postal antigo Mangualde Portugal

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 Bilhete postal encontrado á venda no Brasil ( Bahia)

FOTO 4 MANGUALDE ANTIGO

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 Antigo hospital Ano de? 

José Albuquerque, conhecido pela alcunha de "Faísca"

Dados de José Albuquerque

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Nome:José Albuquerque

Nascimento:20 de Setembro de 1916

Naturalidade:Quinta da Moita, Mangualde - Portugal

Posição:Ciclista


José Albuquerque, o popular "Faísca" nasceu a 20 de Setembro de 1916 na pequena aldeia de Quinta da Moita, entre os concelhos de Mangualde e Penalva do Castelo.

Era um dos filhos do patriarca Henrique Abuquerque, numa família numerosa e abastada para os padrões da época.

Após a conclusão do ensino primário na aldeia de Oliveira, o pequeno José Albuquerque foi aprender o ofício de barbeiro para Mangualde.

Fazia diariamente o percurso para a vila de bicicleta, um autêntico privilégio para a época.

Faísca depressa se apaixonou pelo ciclismo, e nas deslocações da Quinta da Moita para Mangualde, sempre a subir, colocava no suporte traseiro do velocípede pequenos sacos de areia para exercitar os músculos e os níveis de esforço.

Na barbearia onde José Albuquerque era aprendiz teve um mentor que o alcunhou de "Faísca", não só pela velocidade que imprimia na bicicleta, mas pelo facto do jovem se referir frequentemente a um cavalo do seu pai, que pela velocidade e vivacidade, tratava pelo mesmo nome.

A partir dos 10 anos, os dotes e capacidade de José Albuquerque para a prática do ciclismo eram mais que evidentes, e já dominava as provas velocipédicas a nível regional.

Por essa altura, o ciclismo era dos desportos mais populares em Portugal, não só pelo acompanhamento do povo nas estradas de todo o país, mas também pelos duelos travados entre dois ídolos, José Maria Nicolau, do Benfica, e Alfredo Trindade, do Sporting.

O protagonismo de José Albuquerque começou a subir em flecha a apartir de 1936, altura em que venceu inúmeras provas regionais e nacionais.

O ciclo brilhante de "Faísca" sucede ao dos ídolos Trindade e Nicolau, mas os seus adversários de maior relevo terão sido César Luís e Ezequiel Lino.

José Albuquerque era 'senhor' nas alturas, e as suas grandes vitórias eram conseguidas na montanha, onde alcançava vantagem necessária para o triunfo final.

Vence duas Voltas a Portugal em bicicleta, primeiro pelo Clube Atlético de Campo de Ourique, depois com a camisola do seu clube de eleição, o Sporting Clube de Portugal. 

O seu nome correu o país, foi cantado pelos trovadores nas feiras, mas passada alguma euforia das vitórias, o acaso não quis que encontrasse as pessoas certas para o acompanhar nos momentos difíceis.

Com o deflagrar da II Guerra Mundial, o ciclismo e o desporto em geral sofreram um rude golpe, traduzido numa quase paralisação, que levou José Albuquerque a pôr termo à carreira.

De lar desfeito, partiu para Angola no final da década de 40, exercendo actividade nos CTT daquele antigo território colonial.

A sua popularidade permitiu-lhe relações muito fáceis com todas as pessoas, independentemente da sua condição social. Chegou a formar uma equipa de ciclistas locais que trouxe a uma das Voltas a Portugal. Uma experiência que não passou de uma aventura passageira e sem êxito.

A instabilidade volta a impedi-lo de assentar num tipo de vivência controlada e duradoura. Constitui novamente família e desta união nascem dois filhos. O fatalismo volta a persegui-lo, mas com trágicos acontecimentos. A Março de 1961, mulher e filhos são barbaramente assassinados na vila de Quitexe, durante a sua ausência.

Mergulhado na dor e no álcool, "Faísca" arrasta-se penosamente por Angola, até que um conjunto de boas vontades o trazem de regresso a Portugal, em meados da década de 70.

A morte, tão trágica como fora boa parte da sua vida, marcou-lhe encontro precisamente em Mangualde, no início dos anos 80, ao ser atropelado numa das ruas da cidade. 

Não são muitos os registos do currículo desportivo de José Albuquerque "Faísca". Apenas no Museu do Ciclista, nas Caldas da Rainha, se podem encontrar algumas referências para uma pesquisa mais exaustiva.

 

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 Títulos conquistados ao serviço do Sporting:
           1 Volta a Portugal (1940)

FOTO 3 MANGUALDE ANTIGO

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 Vamos identificar as fotos pelo ano?

Alguém sabe o ano da foto?

11 de Setembro de 1985 em Alcafache

"Enviem muitas ambulâncias para a estrada Nelas - Mangualde!" Um pedido insistente, repetido, nesse dia fatidico de um memorial 11 de Setembro.

Ainda hoje não há certeza do número de mortos.

Outros tempos, em que os emigrantes viajavam de comboio.

 

Apenas esperar e talvez rezar por um milagre que não aconteceu.

 

Os comboios tinham batido.

 

O normal seria que o Internacional (311) fosse cruzar em Mangualde com o regional (10320) que vinha em sentido contrário. Mas como o 311 vinha atrasado, este deveria ter esperado em Nelas pelo 10320.

 

As técnicas forenses não estavam tão desenvolvidas, houve cadáveres não reclamados e estão enterradas no cemitério de Mangualde urnas com pedaços de corpos que foram retirados dos destroços.

 

Durante dois dias os bombeiros removeram destroços, deparando-se a todo o momento com pedaços de corpos. De vez em quando havia reacendimentos devido ao calor e ao combustível derramado.

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FOTO2 MANGUALDE ANTIGO

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 Qual o ano da foto?

FOTO 1 MANGUALDE ANTIGO

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 Foto do ano .......

Alguém sabe o ano da foto?

Bombeiro do Ano

Foi no ano de1984 que os Bombeiros de Mangualde viram um dos seus homens, Fernando Barroso, a ser distinguido como o "Bombeiro do Ano".

 

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 Foi o justo reconhecimento pelo salvamento de duas mulheres num incêndio industrial.

Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão

O Real Mosteiro de Santa Maria localiza-se na povoação de Vila Garcia, freguesia de Fornos de Maceira Dão.

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História

Foi fundado por Sueiro teodoniz em 1161, primitivamente na possessão de Moimenta, obedientes à regra da Ordem de São Bento Desde cedo, entretanto, abraçaram a regra da Ordem de cister, tornando-se obedientes ao Mosteiro de Alcobaça. Poucos anos mais tarde, em 1173, foi transferido para Fornos de Maceira Dão. D. Afonso Henriques foi seu protector, pelas prerrogativas e grandes coutos com que o dotou. Nos séculos anos seguintes o seu património aumentou muito, mercê das doações que os fiéis lhe iam oferecendo.

Em 1560, o Cardeal D. henrique determinou que os bens dos extintos conventos das freiras Bernardas e de S. João do Vale de Madeiros lhe fossem anexados.

Com a Extinção das ordens religiosas masculinas em 1834, os coutos de Maceira Dão passaram a integrar o concelho de Mangualde. Em 1837, a Câmara Municipal deliberou no sentido da sua administração.

Na década de 1960, o conjunto foi adquirido por uma família de Pombal, que passou a explorar a propriedade, embora não dispondo de recursos para a conservação do imóvel histórico.